

Nome Original: The Tiger's Curse
Autor(a): Colleen Houck
Ano: 2011
Editora: Arqueiro
Páginas: 342
Era uma vez uma menina
(mulher) muito fã de aventuras fantasiosas e um pouco menos fã de romances. Uma
pessoa que tem vontade de sair correndo em círculos quando encontra um livro bom
em todos os sentidos. Pena que é muito difícil encontrar um livro assim, mas A
Maldição do Tigre quase conseguiu.
A órfã Kelsey Hayes precisa
de um emprego para pagar a faculdade. Às vésperas de completar 18 anos, ela
consegue um trabalho em um circo que está na cidade. É lá que Kelsey conhece
Dhiren, o tigre branco que protagoniza o espetáculo mais emocionante do
picadeiro.
Kelsey rapidamente se sente
ligada ao animal e é convidada a acompanha-lo em uma viagem a Índia onde Dhiren
passará a viver. É nessa viagem que a garota descobre que muitas águas já
passaram e ainda estão por vir na história desse gatinho. A partir daí é muita aventura que inclui expedições no meio
da selva, maldições, deuses e príncipes indianos.
Colleen Houck deve ter passado
um bom tempo pesquisando sobre a Índia por que a contextualização e os cenários
são maravilhosos de uma forma que eu demorava alguns segundos para lembrar que
eu ainda estava na minha cidadezinha. Esse, na verdade, é um dos pontos mais
fortes do livro. Terminei de ler com uma vontade incontrolável de molho curry!
A história é um primor. Como
disse, amo aventura e fantasia e quando as duas coisas se juntam é um deus nos
acuda no meu coração! Misture a tudo isso ainda uma pitada, bem grande, de
bastante magia e aí você terá um enredo forte e envolvente.
Mas, como nem tudo é
perfeito nessa vida, uma coisa ou outra deixou a desejar. Começando pela
própria Kelsey. Eu sei que sou exigente, mas essa garota ultrapassou todos os
limites do bom senso e, queiram me desculpar, da burrice. No começo eu amei a
nossa protagonista. Ela era independente e forte e não se fazia de vítima apesar
de não ter a vida fácil. No decorrer do livro, Kells começa a ficar insegura e
cheias de dúvidas sobre si mesma o que, vamos combinar, é bem chato! Sim, todos
temos nossas inseguranças, mas nessa vida tudo tem limite. E nada melhor do que
uma heroína segura de si e que não está nem aí para o que os outros vão dizer.
Eu sei, eu sei o que vocês
vão dizer: “cada um tem seu jeito”. Se ela fosse assim desde o começo eu
conseguiria entender, mas Kelsey mudou e isso me irritou um tiquin. Afinal se é pra mudar, que mudemos pra melhor, certo?
O romance também ignora
algumas barreiras. O começo é muito fofo e me fez suspirar em algumas cenas, o
que é um milagre. Mas depois ele começou a esbarrar na tênue linha da
irrealidade. Eu gosto de coisa verossímil e não de “rasgação de seda” (já disse
isso aqui uma vez). Pra melhorar tudo, Colleen ainda nos apresenta um triângulo
amoroso. Clichê!
Li algumas pessoas dizendo
que a autora se inspirou em Crepúsculo. Lá para o final do livro realmente
começa a parecer, o que é uma pena. A história é impressionantemente boa, mas
se perde algumas vezes nesse romance ilusionista. Mas eu consegui relevar as
partes mais forçadas e me focar no enredo maravilhoso. Agora é esperar pelo
segundo e torcer para o que não foi tão bom no primeiro melhorar.





Jornalista, aspirante a escritora e incansável sonhadora. Amante de viagens, musicais, dias frios, animais e pizza! Falo sozinha e canto a cada cinco minutos. Ainda procurando meu lugar ao sol!