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15 de abr. de 2014

RESENHA: A Maldição do Tigre

postado por Unknown


Nome Original: The Tiger's Curse
Autor(a): Colleen Houck
Ano: 2011
Editora: Arqueiro
Páginas: 342


Era uma vez uma menina (mulher) muito fã de aventuras fantasiosas e um pouco menos fã de romances. Uma pessoa que tem vontade de sair correndo em círculos quando encontra um livro bom em todos os sentidos. Pena que é muito difícil encontrar um livro assim, mas A Maldição do Tigre quase conseguiu.

A órfã Kelsey Hayes precisa de um emprego para pagar a faculdade. Às vésperas de completar 18 anos, ela consegue um trabalho em um circo que está na cidade. É lá que Kelsey conhece Dhiren, o tigre branco que protagoniza o espetáculo mais emocionante do picadeiro.

Kelsey rapidamente se sente ligada ao animal e é convidada a acompanha-lo em uma viagem a Índia onde Dhiren passará a viver. É nessa viagem que a garota descobre que muitas águas já passaram e ainda estão por vir na história desse gatinho. A partir daí é muita aventura que inclui expedições no meio da selva, maldições, deuses e príncipes indianos.

Colleen Houck deve ter passado um bom tempo pesquisando sobre a Índia por que a contextualização e os cenários são maravilhosos de uma forma que eu demorava alguns segundos para lembrar que eu ainda estava na minha cidadezinha. Esse, na verdade, é um dos pontos mais fortes do livro. Terminei de ler com uma vontade incontrolável de molho curry!
A história é um primor. Como disse, amo aventura e fantasia e quando as duas coisas se juntam é um deus nos acuda no meu coração! Misture a tudo isso ainda uma pitada, bem grande, de bastante magia e aí você terá um enredo forte e envolvente.



Mas, como nem tudo é perfeito nessa vida, uma coisa ou outra deixou a desejar. Começando pela própria Kelsey. Eu sei que sou exigente, mas essa garota ultrapassou todos os limites do bom senso e, queiram me desculpar, da burrice. No começo eu amei a nossa protagonista. Ela era independente e forte e não se fazia de vítima apesar de não ter a vida fácil. No decorrer do livro, Kells começa a ficar insegura e cheias de dúvidas sobre si mesma o que, vamos combinar, é bem chato! Sim, todos temos nossas inseguranças, mas nessa vida tudo tem limite. E nada melhor do que uma heroína segura de si e que não está nem aí para o que os outros vão dizer.

Eu sei, eu sei o que vocês vão dizer: “cada um tem seu jeito”. Se ela fosse assim desde o começo eu conseguiria entender, mas Kelsey mudou e isso me irritou um tiquin. Afinal se é pra mudar, que mudemos pra melhor, certo?

O romance também ignora algumas barreiras. O começo é muito fofo e me fez suspirar em algumas cenas, o que é um milagre. Mas depois ele começou a esbarrar na tênue linha da irrealidade. Eu gosto de coisa verossímil e não de “rasgação de seda” (já disse isso aqui uma vez). Pra melhorar tudo, Colleen ainda nos apresenta um triângulo amoroso. Clichê!

Li algumas pessoas dizendo que a autora se inspirou em Crepúsculo. Lá para o final do livro realmente começa a parecer, o que é uma pena. A história é impressionantemente boa, mas se perde algumas vezes nesse romance ilusionista. Mas eu consegui relevar as partes mais forçadas e me focar no enredo maravilhoso. Agora é esperar pelo segundo e torcer para o que não foi tão bom no primeiro melhorar.

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