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30 de jan. de 2014

RESENHA: Orgulho e Preconceito

postado por Unknown


Nome Original: Pride and Prejudice  
Autor(a): Jane Austen
Ano: 1823
Páginas: 469
Editora: Martin Claret

Depois de semanas sofrendo com uma forte ressaca literária, eu finalmente terminei Orgulho e Preconceito. Pode parecer estranho, mas a melhor coisa que me aconteceu foi eu ter lido essa obra da Jane Austen mais devagar, em um ritmo muito mais lento do que leio normalmente.

A história já era minha conhecida, pois assisti mais de uma vez por sinal, o filme de 2005 estrelado por Keira Knightley e Matthew Macfadyen. O longa-metragem já me havia me encantado e se tornado um dos meus romances favoritos. O livro estava na minha lista de leitura há muito tempo e eu tinha tantas expectativas com relação a ele que fiquei com medo de me decepcionar. Isso não aconteceu nem por um segundo.

Jane Austen traz a história da família Bennet, mais especificamente de Elizabeth, a segunda de cinco filhas que é uma jovem com ideias avançados para o século XIX Filha de um proprietário rural em uma cidade fictícia da Inglaterra, Lizzy – como é conhecida – é inteligente, sincera, alegre e diferente das mulheres do seu tempo pois quer mais do que um casamento financeiramente satisfatório.

Mas não é apenas isso que define Elizabeth Bennet. Ela tem opiniões próprias e singulares a respeito de todos os assuntos, desde moralidade até educação e muitos desses ideais vão de encontro com o senso comum que prevalece na sociedade aristocrata da época.




A história começa com a chegada de Charles Bingley à cidade. Acompanhado de sua irmã e seu melhor amigo, Fitzwilliam Darcy, ele se instala em uma antiga mansão de Netherfield. O alvoroço nas redondezas devido a sua chegada não é pequeno, e a presença de um jovem rico e solteiro logo chega aos ouvidos da Sra. Bennet, que apesar de ser mãe de Lizzy é uma mulher de modos grosseiros e que tem um único objetivo na vida: ver as cinco filhas em bons casamentos.

Sr. Bingley logo se interessa por Jane Bennet, a mais velha das Bennet's e que é uma jovem doce, delicada e incapaz de pensar mal de qualquer ser humano. A aproximação dos dois é o grande motivo para que Sr. Darcy e Lizzy Bennet se conheçam, e esse é o principal elemento do livro. O romance!

A primeira reação de Elizabeth ao se deparar com o Sr. Darcy é de extrema antipatia. Ele é um jovem reservador que aparenta arrogância e orgulho no olhar e nos seus modos para com os que são de classe mais baixa. Lizzy, que certamente tem o defeito de julgar as pessoas pelas primeiras impressões que elas dão, já o considera o pior dos seres humanos logo quando são apresentados.

Realmente, Sr. Darcy tem a sua personalidade enraizada no orgulho e na discrição. Ao se deparar com a família Bennet cuja as três filhas mais novas e a mãe são indiscretas, falantes e de modos considerados "baixos", Darcy logo deixa transparecer sua pensada superioridade. Considerado um dos homens mais ricos da região, ele seria um ótimo partido e alvo de muitos galanteios se não fosse sua postura de superioridade com relação à todas as jovens daquela área rural onde acaba de se instalar com o amigo.

No decorrer do livro o preconceito de Elizabeth e o orgulho de Darcy são mais explorados e colocados à prova. Situações envolvendo seus familiares e amigos fazem com as duas características se misturem e que ambos os personagens repensem seus ideais em favor de um amor que inevitavelmente nasce apesar de todas as barreiras. Sim, o amor nasce (vamos combinar que isso não é spoiler). Mas ele é nasce e cresce sutilmente e é isso que deixa tudo mais apaixonante. É por meio de gestos, olhares e palavras que sentimos a aproximação.

Orgulho e Preconceito é um livro de crítica à forma de pensar da sociedade aristocrata inglesa e de quebra de paradigmas temporais. Seu texto e linguajar nos remetem aos séculos anteriores e pode fazer com alguns leitores torçam o nariz em um primeiro momento,  mas sua ironia e acidez nos fazem refletir o que é mais importante atualmente também. Um livro que foi escrito há mais de 200 anos é mais modernos do que muito romances que vemos em prateleiras por aí.

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