Ano: 1823
Páginas: 469
Editora: Martin Claret
Onde Comprar: Submarino, Saraiva, Livraria Cultura, FNAC, Book Depository
Depois de semanas sofrendo
com uma forte ressaca literária, eu finalmente terminei Orgulho e Preconceito.
Pode parecer estranho, mas a melhor coisa que me aconteceu foi eu ter lido essa
obra da Jane Austen mais devagar, em um ritmo muito mais lento do que leio
normalmente.
A história já era minha
conhecida, pois assisti mais de uma vez por sinal, o filme de 2005 estrelado
por Keira Knightley e Matthew Macfadyen. O longa-metragem já me havia me
encantado e se tornado um dos meus romances favoritos. O livro estava na minha
lista de leitura há muito tempo e eu tinha tantas expectativas com relação a
ele que fiquei com medo de me decepcionar. Isso não aconteceu nem por um
segundo.
Jane Austen traz a história
da família Bennet, mais especificamente de Elizabeth, a segunda de cinco filhas
que é uma jovem com ideias avançados para o século XIX Filha de um proprietário
rural em uma cidade fictícia da Inglaterra, Lizzy – como é conhecida – é inteligente,
sincera, alegre e diferente das mulheres do seu tempo pois quer mais do que um casamento
financeiramente satisfatório.
Mas não é apenas isso que
define Elizabeth Bennet. Ela tem opiniões próprias e singulares a respeito de
todos os assuntos, desde moralidade até educação e muitos desses ideais vão de
encontro com o senso comum que prevalece na sociedade aristocrata da época.
A história começa com a
chegada de Charles Bingley à cidade. Acompanhado de sua irmã e seu melhor
amigo, Fitzwilliam Darcy, ele se instala em uma antiga mansão de Netherfield. O
alvoroço nas redondezas devido a sua chegada não é pequeno, e a presença de um jovem rico e solteiro
logo chega aos ouvidos da Sra. Bennet, que apesar de ser mãe de Lizzy é uma
mulher de modos grosseiros e que tem um único objetivo na vida: ver as cinco
filhas em bons casamentos.
Sr. Bingley logo se interessa
por Jane Bennet, a mais velha das Bennet's e que é uma jovem doce, delicada e incapaz de pensar mal de
qualquer ser humano. A aproximação dos dois é o grande motivo para que Sr.
Darcy e Lizzy Bennet se conheçam, e esse é o principal elemento do livro. O
romance!
A primeira reação de
Elizabeth ao se deparar com o Sr. Darcy é de extrema antipatia. Ele é um
jovem reservador que aparenta arrogância e orgulho no olhar e nos seus modos
para com os que são de classe mais baixa. Lizzy, que certamente tem o defeito
de julgar as pessoas pelas primeiras impressões que elas dão, já o considera o
pior dos seres humanos logo quando são apresentados.
Realmente, Sr. Darcy tem a sua personalidade enraizada no orgulho e na discrição. Ao se deparar com a família Bennet cuja as três filhas mais novas e a mãe são indiscretas, falantes e de modos considerados "baixos", Darcy logo deixa transparecer sua pensada superioridade. Considerado um dos homens mais ricos da região, ele seria um ótimo partido e alvo de muitos galanteios se não fosse sua postura de superioridade com relação à todas as jovens daquela área rural onde acaba de se instalar com o amigo.
Realmente, Sr. Darcy tem a sua personalidade enraizada no orgulho e na discrição. Ao se deparar com a família Bennet cuja as três filhas mais novas e a mãe são indiscretas, falantes e de modos considerados "baixos", Darcy logo deixa transparecer sua pensada superioridade. Considerado um dos homens mais ricos da região, ele seria um ótimo partido e alvo de muitos galanteios se não fosse sua postura de superioridade com relação à todas as jovens daquela área rural onde acaba de se instalar com o amigo.
No decorrer do livro o
preconceito de Elizabeth e o orgulho de Darcy são mais explorados e colocados à
prova. Situações envolvendo seus familiares e amigos fazem com as duas
características se misturem e que ambos os personagens repensem seus ideais em
favor de um amor que inevitavelmente nasce apesar de todas as barreiras. Sim, o
amor nasce (vamos combinar que isso não é spoiler). Mas ele é nasce e cresce sutilmente e é isso que deixa tudo mais
apaixonante. É por meio de gestos, olhares e palavras que sentimos a aproximação.
Orgulho e Preconceito é um
livro de crítica à forma de pensar da sociedade aristocrata inglesa e de quebra
de paradigmas temporais. Seu texto e linguajar nos remetem aos séculos
anteriores e pode fazer com alguns leitores torçam o nariz em um primeiro momento, mas sua ironia e acidez nos fazem refletir o que é mais importante
atualmente também. Um livro que foi escrito há mais de 200 anos é mais modernos
do que muito romances que vemos em prateleiras por aí.







Jornalista, aspirante a escritora e incansável sonhadora. Amante de viagens, musicais, dias frios, animais e pizza! Falo sozinha e canto a cada cinco minutos. Ainda procurando meu lugar ao sol!