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5 de abr. de 2014

RESENHA: Jane Eyre

postado por Unknown


Nome Original: Jane Eyre                     
Autor(a): Charlotte Brontë
Ano: 1847
Páginas: 528
Editora: BestBolso

Resolvi dar uma atenção especial esse ano aos clássicos literários, então é claro que Jane Eyre não poderia faltar. Confesso que comecei a leitura com os dois pés “atrás”. Eu, como uma fã de Jane Austen, já peguei o livro de Brontë receosa por saber que Jane Eyre traz em suas entrelinhas críticas à Austen e seu modo de retratar as mulheres.

No final, nada disso importa. A diferença entre as duas – maravilhosas – autoras é gritante, mas ambas as histórias são totalmente encantadoras. Jane Austen mostra em suas histórias protagonistas fragilizadas ou mais condizentes com o retrato feminino dar época (a reclusão, a dependência do homem para sobreviver, a preocupação com o casamento). Brontë quebra e critica a cada página todo esse ideal, mostrando que as mulheres podem sim se virarem sozinhas. Nada de sexo de frágil. 

Jane Eyre é uma órfã que, após a morte do seu tio e tutor, fica a cuidados da mulher dele, a Sra. Reed. Tanto ela quanto seus três filhos desprezam a “intrusa” fazendo com que Jane sofra todos os tipos de maus tratos possíveis. Cansada de ter a criança por perto, a Sra. Reed a manda para um colégio interno para meninas onde, apesar de todas as adversidades, Jane finalmente começa a viver em paz. Depois de oito anos como aluna e professora no colégio, Jane vira preceptora de uma garota que nada tem além do seu tutor, um homem considerado feio para os padrões da época, além de ser arrogante e irônico.

Jane é uma personagem memorável. Para ela, o mundo deve ser desbravado e conhecido. A vida é muito instável e ao mesmo tempo maravilhosa, apesar de difícil, para se passar em casa chorando pelos problemas e esperando que algo melhor caia do céu. E é isso o que torna a história de Jane Eyre diferente de todas as outras escritas ou que retratam a sociedade inglesa  do século XIX (alô, Jane Austen!).

O texto de Brontë é decidido e direto, sem enrolações e ajuda muito na leitura. Sim, algumas descrições, porém necessárias e nenhum pouco cansativas. O drama, a tristeza e, algumas vezes, a crueldade nos é apresentada de forma bem objetiva, sem meias-palavras o que é mais uma característica e diferença de Brontë.

Em Jane Eyre a vida é retratada nua e crua de uma forma que eu não tinha visto ainda em obras dessa época. Há suspense e uma surpresa a cada página! Os leitores precisam estar preparados para uma história que muda a cada capítulo. Praticamente vemos todas as etapas da vida de Jane e, em cada uma, novos personagens nos são apresentados.

Fiquei surpresa em como Brontë conseguiu juntar todos os fatos que acontecem durante o livro (que não são poucos) em uma linha do tempo coerente. Coisas diferentes e impensáveis acontecem, mas todas fazem sentido. Todos os caminhos que aparecem na vida de Jane Eyre levam ao mesmo final e dizem a mesma coisa: a mulher também pode!




17 de mar. de 2014

ESTANTE: Li até a página 100 - Jane Eyre

postado por Unknown

Coluna criada pelo blog “Eu Leio, Eu Conto

Resolvi começar essa coluna aqui no blog por achar interessante ver como nossas opiniões mudam durante a leitura de um livro. Claro que não é sempre, mas às vezes sentimos coisas completamente diferentes no começo, meio e fim de uma história sendo ela atrativa ou não. E depois de 100 páginas supõem-se que já teremos um apanhado geral do livro.

Livro: Jane Eyre
Autor(a):  Charlotte Brontë
Editora: Best Bolso

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100
"A enfermeira fechou a porta da frente. Entrei pela porta que dava para a sala de aula. Estava bem na hora. Eram nove da noite e a Srta. Miller chamava as meninas para ir para a cama"

DO QUE SE TRATA O LIVRO?
Jane Eyre é uma órfã que, após a morte do seu tio e tutor, fica a cuidados da mulher dele, a Sra. Reed. Tanto ela quanto seus três filhos desprezam a “intrusa” fazendo com que Jane sofra todos os tipos de maus tratos possíveis. Cansada de ter a criança por perto, a Sra. Reed a manda para um colégio interno para meninas onde, apesar de todas as adversidades, Jane finalmente começa a viver em paz. Depois de oito anos como aluna e professora no colégio, Jane vira preceptora de uma garota que nada tem além do seu tutor, um homem considerado feio para os padrões da época, além de ser arrogante e irônico.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Estou desfrutando a história de uma forma que não imaginei que aconteceria. Apesar de ser um romance escrito a mais de 200 anos, a linguagem de Brontë é muito fácil e direta. E não há um momento, pelo menos até agora, em que o enredo tenha enfrentado algum tipo de marasmo. Sempre há uma surpresa nas mãos de Brontë.


O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?
Jane Eyre quando criança, exatamente por passar por tantas atrocidades, começa a criar um senso de justiça muito objetivo para uma criança. Ela é observadora, o que irrita muito a Sra. Reed, introvertida e de certa forma madura para a idade que tem. Com Jane é tudo "preto no branco", não existem meios termos. Ler as coisas pelo ponto-de-vista dela é uma delícia. Uma criança que está começando a ver o mundo fora da ótica infantil.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA
"É fraqueza e tolice dizer que não suportaria algo que seu destino dita que é preciso ser suportado" (pág. 71)

VAI CONTINUAR LENDO?
Com toda a certeza. Na verdade, já até passei um pouco da página 100 e a história só melhora. A partir do capítulo 10 (logo após a página 100) acompanhamos a protagonista agora como uma jovem mulher.

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA
"Fui em frente. Parei ao lado do berço: minha mão tocou o cortinado, mas preferi falar antes de abri-lo. Ainda temia ver um cadáver."


(Não tente ler as páginas pra não pegar spoiler!)




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